Beatificação e Canonização

Na Criação do Mundo fomos convidados por Deus a sermos santo para assim habitarmos no Paraíso, Então Deus disse: “Façamos o homem à nossa imagem e semelhança” (Gn, 1-26). Com o Pecado Original e a Corrupção da Humanidade Deus ficou triste e se arrependeu ter criado o homem e a terra, (Gn, 6, 5-7). Mas Noé encontrou graça diante de Deus e Ele fez uma aliança com Noé com o dilúvio para que homem tomasse consciência da sua criação e este ato de amor de Deus na pessoa de Noé nos é dado uma segunda chance de um dia vivermos no Paraíso.

Devemos viver a santidade que recebemos no “Sacramento do Batismo” quando apagamos a mancha do pecado original e recebemos a “Vida da Graça” para a conservarmos até o dia em que prestaremos conta dos talentos que Deus nos concedeu para que vivamos uma vida reta e colaboremos com a evangelização do próximo como o próprio Jesus nos fala: “Sede santos por que eu sou santo” (1Pd.1,16) e também em (Jer. 1,5). Ser santo não está condicionado ao tempo de nossa vida na terra como muitos pensam que com o tempo da longevidade que ficamos atenuados de nossas culpas e alcançamos assim o perdão de Deus, mas pelo contrário a santidade não está relacionada à idade, a mesma com o passar do tempo tem a nos dar sabedoria para nos aproximar, mas de Deus. O que falarmos dos “Santos Inocentes” que são crianças sumariamente martirizadas por seus algozes que não tem o direito de defesa da sua vida. A santidade está relacionada com o nosso modo de vida, pois somos templo do Espírito Santo pelo batismo devemos buscar a contemplação de Jesus Cristo sempre para assim procurarmos não cometer o pecado como vemos no livro da Sabedoria (Sb 4, 7-15).

Mas existem aqueles que são convidados a ser exemplo de vida para os outros tendo um modo de vida que se destaca dos demais para assim ser um “modelo de vida” que a Igreja chama de “Santo”, mas para isso este passa por um processo rígido que o e leva a condição de “Beato ou Santo”. A tradição milenar da Igreja reservou o nome de santos para aqueles compreenderam as exigências do evangelho e experimentaram em si mesmos a necessidade de viver, ou, pelo menos, esforçaram-se para viver as bem-aventuranças.

Beatificação – Declara-se a santidade de vida do beato e é permitido o culto público em sua honra no âmbito limitado de uma diocese ou de uma instituição eclesiástica (uma congregação religiosa, por exemplo).

Canonização – implica uma declaração especial solene de santidade e prescreve o culto público em toda a Igreja.

Portanto, enquanto a primeira tem dimensão local, a segunda possui uma dimensão universal. Tanto a beatificação como a canonização pressupõem, contudo uma declaração prévia de heroicidade das virtudes praticadas pelo beato ou santo. O que se entende concretamente por "virtudes heróicas" ou "de grau heróico"? Na verdade não a uma definição exata do significado das palavras, que os heróis são pessoas diferentes do comum dos mortais, ilustres ou famosos pelos seus feitos clamorosos ou por terem realizado ações incríveis: no fundo, um modelo que se encontra no pólo oposto da vida ordinária. Os mistérios de Deus realmente não são para todos somente aqueles que Ele escolhe e comunica a sua missão. Para esses o convite de Deus às vezes parecem ser obscuros ao nosso entendimento humano como podemos citar: São Dimas ao ser crucificado com Jesus e ao defendê-lo do outro ladrão pede a Jesus que se lembre dele quando chegar ao seu reino e imediatamente Jesus o convida para participar do seu reino. São Paulo enquanto “Saulo” acha que perseguindo os cristãos estava fazendo o que era correto ouve uma voz dizendo; “Saulo, Saulo porque me persegues”, e seus olhos se abrem para a misericórdia de Deus e passar a ser um apóstolo fiel de Jesus que dando testemunho com sua própria vida.

No dia primeiro de maio de dois mil e onze foi beatificado o Papa João Paulo II como Beato João Paulo II por sua Santidade o Papa Bento XVI que atribuiu a este servo de Deus o milagre pela cura “imediata e inexplicável” da freira francesa Marie Simon-Pierre. Ela teria se curado do mal de Parkinson após orações e pedidos a João Paulo II doença que também afligia o Santo Padre o Papa João Paulo II, por este milagre ele foi beatificado, mas não obstante a sua vida desde o sacerdócio até o seu pontificado mostra que ele viveu uma vida voltada para os mais necessitados e marginalizados e com isso junto tesouros que “o tempo não corroem e a traça não come” para entrar pela porta estreita que nos leva ao “Reino do Céu”. Sigamos o exemplo do beato João Paulo II e tantos outros que são deste milênio e que nos ensinam com seus modos de vida a buscar a santidade.


Salve Maria!


Henrique Alexandre dos Santos Couto
Vice-Presidente da Federação

 

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